No último dia 13 fez exatamente 48 anos de
lançamento do primeiro álbum do Black Sabbath. Vivi muitas emoções ouvindo esse
álbum, além de ele (como outros álbuns do Sabbath) ter sido uma escola de
música para mim. Tenho um apreço especial por este álbum, pois, diferente dos
demais, acho que ele tem uma pegada e uma sonoridade mais visceral. Conforme depoimento
de Tony Iommi mencionado nessa matéria do site Whiplash, o álbum foi gravado
e mixado em apenas dois dias, talvez isso explique a impressão que eu tenho
sobre ele, embora eu não acredite que tenha sido exatamente assim. Mas, para
além de sonoridades, nele residem composições com conteúdos peculiares que
fizeram minha cabeça, como a levada de bateria de The Wizard, a introdução de Behind
the wall of sleep em ¾ (estilo jazz
waltz), a passagem desta para NIB com variações sobre o groove de batera
que entra em fade out e dá a vez para
um solo de baixo com efeito whawha e cheio de blue notes. Esses são apenas alguns dos detalhes, além dos próprios
riffs das músicas que são muito
envolventes. Apesar de ser o primeiro, o álbum é o que melhor demonstra a
proposta da banda, com uma imagem de capa e os temas musicais de teor fúnebre;
acredito que a sonoridade também contribua para isso, devido a dosagem dos efeitos reverbs, aos vazamentos da bateria e a
abertura na imagem stereo. Esse não
foi o primeiro álbum que ouvi do Sabbath, ouvi primeiro o Live Evil e em
seguida o Paranoid, esse foi o terceiro e, com ele, selei minha paixão pela
banda.
Passem os anos, obras de arte são eternas, e esse
disco é uma verdadeira obra de arte além de um marco na história do rock.
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